segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Recomeçar de Novo


Imagina, que já foste um poeta famoso,
Que já foste alguém importante, e que agora estás num estado lastimoso.
Criavas novas rimas, tinhas outro pensamento,
As tuas rimas eram diferentes, tinham sentimento !
Eram fora do comum, eram originais,
E todas as outras pessoas as consideravam especiais.

Bom, imaginemos tudo isso, que eras especial,
Que eras poderoso, eras fora do normal.
Agora imagina, que aparecia alguém diferente,
Alguém que só te prejudicava, alguém delinquente.
Aparecia no teu mundo, e mudava-o por completo,
E vias que o que estava a acontecer, não era o mais certo.
Paravas por um momento, e metias-te a pensar,
Pensar no que fazer, para aquilo acabar.
Não havia opção possível, tudo se tornou num pesadelo,
Ele lutou para ser quem tu eras, e infelizmente.. acabou por sê-lo.

Roubou-te a carreira e roubou-te a personalidade,
Acreditas-te na palavra dele, e no entanto... era tudo falsidade.
Levou-te à ruína, e destruíu-te por inteiro,
E no final, não sobrou nada teu, apenas cinzas... caídas num cinzeiro.

Não é nada pessoal,
Mas o plano correu-te mal..
Foste superado, foste ultrapassado,
A tua vida agora faz parte de uma folha, de um caderno riscado.
Já não há solução,
Passas-te de original para uma falsificação.
Deixas-te a riqueza,
E passas-te para a pobreza, rodeada de tristeza..
Mas sabes, ainda existe alguma esperança,
Esquece tal vingança e põe-te numa balança.
Não foi a rima que fugiu de ti, foste tu que fugiste dela,
Junta-te a ela e será a tua salvação, (a tua cinderela).

Atenção, pois pode ser a tua saída,
E com ela, poderás recomeçar outra vida.
Mas há sempre um preço a pagar,
E começa-te já a preparar,
Pois para obteres essa vida, bastante terás, que batalhar..


Feito por mim, e pelo João.

sábado, 9 de janeiro de 2010

asdsasd

E enquanto caminho por entre estas pobres paredes, e à superfície deste vasto chão, sinto-me num mundo completamente diferente daquele que conheço.
Ouço as paredes a gritarem silenciosamente, sinto o chão a remoer-se de dor e ao mesmo tempo, sinto-o parado, como se nada tivesse acontecido. Eu não entendo o porquê destes inesperados gritos de angústia, vindos destas pobres paredes, e deste vasto chão, mas consigo perceber que algo não está bem, consigo entender e sentir a dor pela qual incansávelmente, não páram de gritar.

O caminho é escuro e inexistente, e o silêncio, é silenciosamente ensurdecedor.
Sinto-me observado por olhares, por milhares de olhares e ao mesmo tempo, por nenhum. Sinto que algo me observa mas também sinto, que estou ali, sozinho e abandonado, sem ninguém para me ajudar, e sem ninguém para perguntar o porquê de estar ali.
Sinto-me impotente ! Não consigo fazer nada, não consigo ver nada mas a vista que está posta perante mim, cega-me. Não consigo ouvir nada mas sei que já não aguento mais, ouvir estes gritos silenciosamente ensurdecedores, por favor, alguém que pare com isto !

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Início

Silenciosamente, o silêncio desvanece na escuridão de uma angústia. Deixando entre si, um rasto mortal de um grito silencioso que é capaz de ferir paredes imersas de sensações, de sentimentos, de conjugações e interrogações sobre como e o porquê, de inesperadamente, estarem ressentidas e inesplicávelmente, escoarem lágrimas de dor, lágrimas de sangue que quando atingem a superfície de um vasto chão tão cicatrizado como aquele que existe e persiste debaixo destas paredes silenciosamente barulhentas.
Que gritam incansávelmente, e que exigentemente ordenam a estagnação de tal silêncio angustiosamente angustioso, que penetra violentamente nos ouvidos inexistentes destas pobres paredes..




Isto é o início de um texto que (ainda) estou a fazer, como não tenho paciência para fazer logo tudo de uma vez, vou escrevendo aos poucos.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Sobrenatural

Em tempos, quando era criança, tive, tanto nos dedos como no joelho e na orelha, aquilo a que se chama de "cravos", aquelas "bolhas"..
Era o que mais odiava na vida, não gostava, não gostava de me ver com aquilo, sentia-me esquisito..
Até um dia que os meus pais me disseram: "Meu filho. Reza, reza muito à Nossa Senhora, pede-Lhe que faça desaparecer esses malditos cravos, que tu tanto odeias."
A verdade, é que eu não acreditava em Deus, nem muito menos na Nossa Senhora, e ainda hoje não acredito.
Depois dos meus pais me terem dito aquilo, do dia para a noite, quando acordei na manhã seguinte, os tais "cravos", tinham subitamente desaparecido.. até me cheguei a questionar se o que me estava a acontecer, era algum sonho ou coisa do género, mas não.. era a realidade, aquelas coisas tinham-me desaparecido das mãos, do joelho e da orelha.

Mas eu conto o que aconteceu.
Não foi de nenhuma "fé" que (eventualmente) poderia, na altura, ter. Nada disso. Até porque eu não acreditava em nenhuma dessas "divindades".

Nessa mesma noite, eu tive um sonho/pesadelo. E ainda me lembro como se tivesse acontecido a noite passada. Nesse sonho/pesadelo, eu encontrava-me numa estrada, sozinho. Passado um tempo, começo a ouvir vozes, e a ver sombras. Eu não sabia o que era, tava assustado. Até que uma dessas sombras, se chegou atrás de mim, e me sussurrou as seguintes palavras:

- Tu queres que esses cravos desapareçam do teu corpo, não queres ?
- Sim quero, é o que mais quero nesta vida - respondi eu -
- Eu consigo fazer com que essas marcas desapareçam, mas para isso, terás que fazer um pacto..
- Que pacto ?!
- Se queres realmente que tais cravos, te desapareçam do corpo, se eu fizer com que isso aconteça, tu, terás que carregar um "fardo", para o resto da tua vida. E garanto-te, que não vai ser fácil..

E eu sem pensar duas vezes, aceitei tal "pacto". Eu nem sabia se aquilo estava realmente a acontecer, afinal, era só um sonho.. ou talvez um pesadelo ?
A verdade, é que na manhã seguinte, não tinha nada. Estava "livre" daquilo que mais me incomodava..
E ainda hoje, carrego tal "fardo", ainda hoje, todos os dias e todas as noites, para onde quer que vá, sinto-me observado, sinto-me "marcado" por olhares que eu sei, que não são pessoas, mas sim outra coisa.. Ainda hoje, eu me deito à noite, olho para o escuro, e vejo, sinto, que está alguém ali. Fico imóvel, com o olhar fixado para tal personagem, à espera que faça o mínimo movimento que seja..

Isto é bastante verdade, não estou maluquinho. Não estou a contar uma história que acabei de inventar. Não.. Isto aconteceu mesmo.
Mas também é verdade que, nós não estamos sozinhos neste mundo. Há mais alguma coisa, existe mais para além daquilo que conseguimos ver.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Passo os dias neste quarto, fechado, e sem nada para fazer. Acordo, como, e sigo para o computador, onde nele, passo a maioria do meu tempo. Através dele, digito palavras que não consigo dizer pessoalmente, ou porque tenho vergonha, ou porque não quero, ou porque não me apetece.
As palavras são poucas, e devido a isso não tenho escrito nada, peço desculpa..


- Quero mais !

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

(Meu pobre) Auto-Retrato


- Como se atreve a falar assim do Sr. Santos ?!
Como se atreve a falar dessa criatura,
Cujo se auto-domina dono dos seus cantos,
Cuja personalidade diz que é doçura ?

Difamar alguém, certamente não é puro,
Difamar alguém, onde cuja cabeça, reside o negro muito escuro..
Os seus olhos também são escuros, como um castanho acastanhado,
Fazem graças às visões, de quem tem um sorriso engraçado.

A sua postura física, corresponde à sua mentalidade,
Quer tenha 5, 10 ou 17 anos de idade.
Do mais simples que existe, ele permanece,
Imóvel e transparente, como quem nada quisesse..