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Fazendo uma pequena introdução,
Com umas quantas palavras e frases,
Eu vou falar da confusão,
Que se tem passado nestes meus mares.
Vou falar sobre o que nunca antes falei,
Sobre forças e fraquezas.
Vou relatar o que nunca antes relatei,
Aquilo que eu guardo como riquezas:
1ª Parte
Digamos que foi puxado,
Que a minha infância foi arrojada.
Digamos que o acidente aos 5 foi passado,
Mas que a cicatriz continua marcada.
Digamos que nunca me irei esquecer, dos gritos de aflição..
Da minha mãe a gritar para eu me encolher, e que aquilo não era uma ilusão.
Sei que mais tarde acordei no hospital,
Enrolado com ligaduras..
Tentei ir para o corredor principal,
Mas caí no chão com as tonturas.
Tentei procurar pela minha mãe,
Perguntando aos enfermeiros onde ela estava.
Eles disseram-me que estava bem,
Mas eu percebi que era conversa fiada..
Tinha apenas 5 anos,
Mas não era fácil de enganar..
E não eram aqueles fulanos
Que me iam impedir de a procurar.
Dos 0 aos 10 anos de idade,
A única coisa de que me lembro é do acidente..
Pode ser mentira mas é verdade,
É daquelas memórias que marca para sempre.
(Já acabei o texto, mas só o vou postar por partes. Isto é a 1ª, daqui a 2/3 dias irei postar a 2ª, e assim adiante. Não o meto todo porque é muito grande, e acho que rapidamente perdiam o interesse em ler, não sei.. De qualquer maneira, em breve meto a segunda parte, até lá.)
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Lyrics genius!
(E mais uma vez, aqui fica mais uma música com letra genial. Criada por génios, cantada por génios.)
[Chorus - Hayley Williams]
Can we pretend that airplanes
In the night sky
Are like shooting stars
I could really use a wish right now (wish right now, wish right now)
Can we pretend that airplanes
In the night sky
Are like shooting stars
I could really use a wish right now (wish right now, wish right now)
[B.o B.]
(...)
Now lets pretend like I'm on the stage
And when my beat drops everybody goes insane (Ok)
And everybody know my name (B.o.B)
And everywhere I go people wanna hear me sang
Oh yea and I just dropped my new album
On the first week I did 500thousand
Gold in the spring and diamond in the fall
And then a world tour just to top it all off
And lets pretend like they call me the greatest
Selling out arenas with big ass stages
And everybody loved me and no one ever hated
Lets try to use imagination
(...)
[B. o B.]
Ok, let's pretend like this never happened
Like I never had dreams of being a rapper
Like I didn't write raps in all of my classes
Like I never use to runaway into the blackness
Now lets pretend like it was all-good
Like I didn't live starring in a notebook
Like I did the things I probably knew I should
But I didn't have maybes that's why they call it hood
(...)
[Eminem]
allright lets pretend Marshall Mathers never picked up a pen
lets pretend things would have been no different
pretend he procrastinated had no motivation
pretend he just made excuses that were so paper thin they could blow away with the wind
marshall you’re never gonna make it makes no sense to play the game there ain’t no way that you’ll win
pretend he just stayed outside all day and played with his friends
pretend he even had a friend to say was his friend
and it wasn’t time to move and schools were changing again
he wasn’t socially awkward and just strange as a kid
(...)
[Novo trabalho meu a sair (já está quase acabado). Desculpem se não ando a postar nada por aqui, nem a ler e comentar os vossos trabalhos, as férias não permitem.. Anyway, fica aqui a promessa de que este vai ser um estrondo (pelo menos para mim). Até breve.]
terça-feira, 27 de julho de 2010
No pique
Sinto-me diferente, sinto-me como se estivesse noutro andar da minha vida. Num andar completamente diferente daqueles que eu imaginei ter neste meu prédio. Mais sombrio, menos espaçoso. Nem espaço tenho para encher os pulmões com este ar sujo e intragável que aqui reside. Que me enche os ouvidos com palavras adulteradas, enfeitiçadas com o propósito de me enlouquecer. Nem espaço tenho para puder afastá-las com os braços, esses que se prenderam à volta da minha cabeça, suspirando de agonia e desespero.
O meu corpo faz o que pode para sair deste prédio imundo, rejeita toda a possibilidade de cá ficar. Mas a minha alma não, a minha alma aceita, mente-se a si própria de que tudo isto lhe agrada, de que tudo isto é o paraíso que nunca sonhou. Mente-se a si própria e vai mentido também ao corpo, esse que cujo nível de stress já passou dos limites desenhados.
Tudo isto é incomum, é constrangedor e ao mesmo tempo, doce. É como se estivesse noutro patamar, como se morasse na escuridão e não tivesse medo de lá ficar..
Tomem-me como maluco, tomem-me como demente.. Posso ser tudo isso, mas ao menos, do meu mundo sou presidente. Ao menos controlo os meus sonhos e desejos, ao menos sou eu quem decide o que é doce ou amargo. Sou eu quem decide por que avenida passear, e por que passeio devo andar. Sou eu quem decide o meu passado, o meu presente e o meu futuro. Se o meu desejo é estar preso num andar cujo espaço nem existe, assim o ficarei. Se o meu desejo é perder-me por campos floreados, assim me perderei. Se o meu desejo é caminhar pelas ruas feito moribundo, assim o caminharei. Se o meu desejo é deixar que a minha alma me abandone, assim a deixarei..
Já nem textos normais consigo escrever, e tudo o que escrevo actualmente é sem nexo algum.
Agora fico tempos infinitos a olhar para uma folha em branco, na dúvida se vale mesmo a pena sujá-la com algo que nem para mim faz sentido. Questiono-me se o ponto de interrogação que aparece no final de cada verso, é mesmo real, se fui quem o desenhou. Mas esperemos, esperemos até que este desejo de escrever asneiras incompreendidas desapareça.
(Este texto é prova da merda que ando a escrever. Desculpem, mas para a próxima sai melhor, prometo.)
O meu corpo faz o que pode para sair deste prédio imundo, rejeita toda a possibilidade de cá ficar. Mas a minha alma não, a minha alma aceita, mente-se a si própria de que tudo isto lhe agrada, de que tudo isto é o paraíso que nunca sonhou. Mente-se a si própria e vai mentido também ao corpo, esse que cujo nível de stress já passou dos limites desenhados.
Tudo isto é incomum, é constrangedor e ao mesmo tempo, doce. É como se estivesse noutro patamar, como se morasse na escuridão e não tivesse medo de lá ficar..
Tomem-me como maluco, tomem-me como demente.. Posso ser tudo isso, mas ao menos, do meu mundo sou presidente. Ao menos controlo os meus sonhos e desejos, ao menos sou eu quem decide o que é doce ou amargo. Sou eu quem decide por que avenida passear, e por que passeio devo andar. Sou eu quem decide o meu passado, o meu presente e o meu futuro. Se o meu desejo é estar preso num andar cujo espaço nem existe, assim o ficarei. Se o meu desejo é perder-me por campos floreados, assim me perderei. Se o meu desejo é caminhar pelas ruas feito moribundo, assim o caminharei. Se o meu desejo é deixar que a minha alma me abandone, assim a deixarei..
Já nem textos normais consigo escrever, e tudo o que escrevo actualmente é sem nexo algum.
Agora fico tempos infinitos a olhar para uma folha em branco, na dúvida se vale mesmo a pena sujá-la com algo que nem para mim faz sentido. Questiono-me se o ponto de interrogação que aparece no final de cada verso, é mesmo real, se fui quem o desenhou. Mas esperemos, esperemos até que este desejo de escrever asneiras incompreendidas desapareça.
(Este texto é prova da merda que ando a escrever. Desculpem, mas para a próxima sai melhor, prometo.)
domingo, 25 de julho de 2010
Lyrics genius
(Isto é música, é arte. Genial, magistral. Um génio, um artista e agora um ídolo.)
I've got my eyes open wide to the ceiling
I'm lying on my back in the centre of a room
I've got a voice giving me a funny feeling
It's telling me the worlds going to end real soon
I've got to get a job otherwise Im unappealing
Do my little dance for the man and consume
So i let my energy build for the healing
So i can reign down with my super sonic boom
Im held down by a fog on my way to the top
All clouded and the pressure wont rise
I'm on a mission to the sky with the stars in my eyes
Yet the weather wont compromise
Like a ball on a chain that is strapped to my brain
I'm a prisoner inside of my dreams
So i will appreciate the future of a day
Where the clouds open up and scream
And i sing now:
I aint gonna spend my time wandering why i never made it
I've already made it
I aint gonna spend my days thinking about why i never made it
Like the pages of a novel at the bottom of a shelf
I grow stiff yet i keep my pride
Like the one raindrop in the centre of a rose
I'm in heaven with a world outside
Like another metaphor to describe my vibe
Im just a vessel for my conscious needs
So i will appreciate the future of a day
Where the clouds open up and scream
And i sing now:
I aint gonna spend my time wandering why i never made it
I've already made it
I aint gonna spend my days thinking about why i never made it
Its times like this i need to lose my inhibitions
Raise my fist and forget about decisions
Help assist in the party that im giving
Take on the vibe and soon you will be singing
That its times like this ya need to lose your inhibitions
Just raise your fist and forget about decisions
Ill help assist in that party that were giving
Take on the vibe and soon ya will be singing
I aint gonna spend my time wandering why, i never made it
Ive already made it.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Confissões (?)
Confesso, que não sou mais do que uma ventoinha acesa para me refrescar. Que não sou mais do que noitadas abafadas em frente a um monitor. Que não sou mais do que aquelas persianas, que já estão imóveis há mais ou menos uma semana. Que não sou mais do que uns lençóis amarrotados, nem sou mais do que uma almofada, que continua gélida e ansiosa por se afogar nos meus cabelos. Confesso, que não sou mais do que aquilo que dizia ser, e que nunca serei mais do que aquilo que sou. Confesso, que não sou mais do que míseras letras, que insistem em formar linhas de palavras e sujar o magnífico branco, que têm feito questão de fazer companhia àquelas folhas. Por mais mentirosas ou verdadeiras que possam ser, o branco nunca lhes pede a verdade da mentira, nem que lhe mintam sobre a verdade, pois ser mentiroso pela verdade pode custar verdadeiramente caro, desejando um dia mais tarde que tudo fosse mentira. Tal como eu, anseiam que um dia, alguém tenha a coragem para pegar numa esferográfica e rabiscar, sejam esses rabiscos verdadeiros ou não. Só peço que nos sujem. Que nos sujem de tinta, seja ela de que cor for, branca ou invisível, tanto faz. Só peço é que em cima de nós, pousem letras, daquelas com trincos e aberturas, como as peças dum puzzle. Gostava muito de prender as letras umas nas outras, de formar palavras e frases longas, daquelas que afectam toda a gente, e ao mesmo tempo, que não afectem ninguém. Notem que o que acabei de dizer, é outra suposta confissão. Não daquelas que doem cá dentro, mas sim daquelas que fazem companhia a tantas outras que adormecem a meu lado, deixando a minha cama sem espaço para mim e amarrotando-me os lençóis. Daquelas que esvoaçam pelo quarto inteiro, ao sabor do vento da ventoinha, que de vez em quando lá me consegue constipar. Daquelas confissões que me vão mantendo a janela aberta, segurando também uma persiana já virada na diagonal. Daquelas confissões, que me fazem escrever textos imundos e sem sentido algum para um possível leitor. Daquelas confissões, que me fazem confessar, de que um dia conseguirei juntar tais letrinhas e fazer magia por esse mundo fora. Daquelas confissões que me fazem querer dizer: “Aguenta, espera, tem paciência. Hoje ainda não é o dia.”
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Noite Fria
A noite já vai longa,
E eu faço-lhe companhia ao relento.
A minha escrita já se prolonga,
À medida que sopra o vento.
Leves brisas suspiram,
Sossegam-me o coração.
Os meus pulmões já inspiram,
E expiram inspiração.
Ao meu colo estão folhas finas,
Brancas e sem requinte.
Anseiam pelas minhas rimas,
Anseiam que eu as pinte.
Tal e qual como um campo de flores,
As ondas vão desabrochando.
Vão soltando os seus sabores,
À medida que vou respirando.
“Esta será a última melodia que te escrevei.” – disse eu à noite escura..
Com ternura respondeu ela: “Não faz mal, ambos sabemos que nada dura..”
Silenciosa e ardendo em frio,
Sentou-se ali, a meu lado..
Chegou-se ao meu ouvido, e proferiu:
“Sente, sente o meu legado !”
Concentrou-se em meu redor,
Deixou-me exausto e ofegante..
Roubou-me o meu melhor,
Para me dar o insignificante..
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