Mais um dia passa
E eu sem me controlar.
Este desejo não escassa,
Não tem como acabar.
O meu corpo já baloiça,
Desordenado como uma borboleta.
Eu não quero que ninguém me oiça,
Portanto pego na minha caneta:
Agarro neste instrumento
E profiro palavras loucas.
Desenho rimas sem fundamento
Que me servem como roupas.
Transformam-me por completo,
Deixam-me mascarado.
Sem elas sou incompleto,
Sem elas sou um falhado.
Peço desculpa,
Por este texto delinquente..
Já não estou a dar fruta
Como dava antigamente..
quinta-feira, 17 de junho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
Quem sou eu ?
Aqui estão algumas adivinhas feitas por mim. Dou prémio a quem adivinhar:
1ª - Tal como tu, tenho segredos e ilusões. No meu interior, residem espadas e corações. Quem sou eu ?
2ª - Falo e grito como tu. Por vezes sou desejada, outras indesejada. Por uns amada, por outros odiada. Tenhos muitos géneros e muitos tipos, mas uma só definição. Para além disso, sou uniforme. Quem sou ?
3ª - Albergo tralha ou preciosidades, e dependendo do tamanho, tenho várias capacidades. Tenho 10 faces e 8 cantos. Quem sou eu ?
4ª - Faço as delícias dos mais cansados. No verão sou fresca, no Inverno sou quente. Quem sou ?
5ª - Sou a barreira entre o barulho e o silêncio. Sou transparente e tenho pestanas. Umas automáticas outras manuais. Quem sou ?
1ª - Tal como tu, tenho segredos e ilusões. No meu interior, residem espadas e corações. Quem sou eu ?
2ª - Falo e grito como tu. Por vezes sou desejada, outras indesejada. Por uns amada, por outros odiada. Tenhos muitos géneros e muitos tipos, mas uma só definição. Para além disso, sou uniforme. Quem sou ?
3ª - Albergo tralha ou preciosidades, e dependendo do tamanho, tenho várias capacidades. Tenho 10 faces e 8 cantos. Quem sou eu ?
4ª - Faço as delícias dos mais cansados. No verão sou fresca, no Inverno sou quente. Quem sou ?
5ª - Sou a barreira entre o barulho e o silêncio. Sou transparente e tenho pestanas. Umas automáticas outras manuais. Quem sou ?
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Prazer fingido

Deixa-me que escreva um texto,
Um texto sobre a tua vida:
Usas a vagina como pretexto
Para dizeres quem te excita.
Não passas de um mero brinquedo,
Que é utilizado por todos nós.
Não tens vergonha nem tens medo,
O teu órgão é a tua voz.
Manifestas-te com o corpo,
Agindo como uma louca.
Os nossos pénis são o teu porto
E os preservativos a tua touca.
Cada passo que tu dás,
Faz parte de um plano.
Moves-te para a frente e para trás,
Fazendo do nosso suor o teu oceano.
Sim, este texto é para ti,
Pois tu não sabes o que é o sentimento.
Desculpa dizer isto assim,
Mas tu não passas de um instrumento..
terça-feira, 8 de junho de 2010
1st Part
Outrora possuía paredes de cristal,
E colunas de betão.
Paredes que me protegiam do mal,
E colunas que sustentavam a escuridão.
Mas tanto o mal como a escuridão,
Foram-se alastrando cada vez mais.
Foram subindo pelo betão,
Contaminando todos os meus cristais.
Poderia ficar horas infinitas,
A escrever sobre as minhas protecções;
Mas nem estas palavras queridas
Te diferenciam perante milhões.
Ainda não existem tais palavras,
Capazes de te descrever,
Talvez eu um dia as crie,
E a partir daí, cresçam amadas e com vontade de viver.
É verdade que já me destruíste,
E que me deixaste sem reacção.
É verdade que já me feriste
Mas só superficialmente, e não o coração.
Sim, falo de ti,
Minha escuridão.
Eu prometo-te, que se depender de mim,
Nunca, mas nunca serás negação.
E colunas de betão.
Paredes que me protegiam do mal,
E colunas que sustentavam a escuridão.
Mas tanto o mal como a escuridão,
Foram-se alastrando cada vez mais.
Foram subindo pelo betão,
Contaminando todos os meus cristais.
Poderia ficar horas infinitas,
A escrever sobre as minhas protecções;
Mas nem estas palavras queridas
Te diferenciam perante milhões.
Ainda não existem tais palavras,
Capazes de te descrever,
Talvez eu um dia as crie,
E a partir daí, cresçam amadas e com vontade de viver.
É verdade que já me destruíste,
E que me deixaste sem reacção.
É verdade que já me feriste
Mas só superficialmente, e não o coração.
Sim, falo de ti,
Minha escuridão.
Eu prometo-te, que se depender de mim,
Nunca, mas nunca serás negação.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Refúgio validado.
Não vale apena escrever textos onde as palavras são sempre as mesmas, mas ditas de forma diferente. É sempre tudo igual: Os mesmos pretextos, as mesmas lamúrias, os mesmos desabafos. São escritos de forma diferente, mas a base primária, é sempre a mesma.
É exactamente isso que preenche aquele caderno, podre e rasgado, já cansado da variedade de tintas que lhe sujam as belas folhas. Encostado a um canto, com pó por cima da capa, vai tossindo a cada suspiro que despejo ao ar. Mais parece que se está a afirmar, a querer que o ouçamos, a querer que lhe troquemos as folhas borradas por uma história nova. É disso que o caderno precisa, de uma história nova. Daquelas ardentes e flamejantes que fervilham por todas as páginas. Tal e qual como as primeiras páginas que recebeu à uns anos atrás, mais precisamente à 18. Foi-se preenchendo e preenchendo cada vez mais, até hoje. Aquele caderno que eu pensava que teria um prazo de validade infinito, fechou-se hoje a cadeado. Não me deixa escrever mais nada, nem sequer tentar apagar aquelas letras imundas, que envenenam todas aquelas frases que outrora foram escritas.
Tudo desaparece, nada fica para sempre. As promessas do confidente e da melhor amiga, esvoaçam agora pelo ar. Essas que outrora se alojaram cá dentro, mas não de forma firme. Hoje sinto que não vieram com intenção de ficar, mas sim com a intenção de me iludir e de me fazer crescer. Odeio-vos e amo-vos por isso, meus aldrabões de primeira classe! É claro que sem a melhor amiga nunca poderia desabafar com o confidente, é claro que sem a inspiração, o caderno tornava-se inútil. Coisas vêm e coisas vão, assim como algumas partem e outras ficam. Cadernos como àquele garanto que já não existem, e inspirações como a rainha que vive cá dentro de mim muito menos. Provavelmente precisam de descanso, todas aquelas batalhas desgastaram:
As letras são o meu refúgio,
O meu esconderijo e o meu abismo.
Desaguo nelas como um dilúvio
Capturando a verdade e o realismo.
Navego para lá do muro,
E resolvo cada adivinha.
Faço do caderno o meu porto seguro,
E da inspiração a minha rainha.
(…)
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