quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Desabafo/Improviso
A N D R É , says (23:31):
*Ai crl, já ando farto disto tudo,
Onde é que vou ganhar coragem para não me deixar ir ao fundo ?
A sério, porque é que eu não jogo no euromilhões ?
Assim ficava livre, isento de confusões..
Podia gastar 1 milhão em prazeres, não me importava,
Podia ter tudo o que quisesse, tudo de mão beijada !
Pergunto-me porque é que não sou rico, porque é que tenho que viver assim,
O dinheiro mal existe, mas os problemas.. esses parecem não ter fim.
Correm-me pelas veias como se fosse o meu próprio sangue,
Fazem-me sonhar alto, fazem-me querer ter um Mustang !
Podia-me matar, e assim acabavam-se os problemas,
Mas aí só perdia, só me gastava com tantos esquemas
Esquemas de suícidio, esquemas de self-dead,
Dava um tiro na cabeça, como carrego no botão de uma retrete.
É assim a vida, cheia de sonhos e remorsos,
Uns vivem com dinheiro até a cima e outros nem têm bolsos
- Dιηιѕ # says (23:33):
*xii
*bem bruto
*essa está mesmo
*PUM
A N D R É , says (23:42):
*Fds, só me apetece desabafar assim,
Mas isto é o que acontece quando vem tudo para cima de mim..
Fico engasgado, mal consigo respirar,
Começo a estremecer, começo a delirar.
Começo a querer isto, começo a querer aquilo,
Vou-me sentindo como cristo preso num poste de sigilo !
E depois quero desabafar em rimas, mas não consigo,
E assim salta-me o tecto, faz-me sentir um sem abrigo..
Tiram-me as palavras, e eu morro,
E acreditem que nunca pedirei socorro.
Hei-de morrer na minha, silenciosamente,
Fechar os olhos e observar a chama ardente;
Chama ardente que vai corroendo a minha alma,
Como um ácido sulfúrico que não acalma.
É assim que eu me sinto, ardento por fora e por dentro,
Como se estivesse a evaporar ao sabor do vento.
Eu sei que não se entende, mas é assim que eu me sinto,
E no final, só me apetece mergulhar em absinto..
A N D R É , says (23:43):
*Desculpa lá dinis, mas não me consigo conter,
Isto é o que acontece quando começo a escrever.
Não consigo parar, não tenho quaisquer travões,
Só tenho o Iniciar e o botão das Confusões
A N D R É , says (23:44):
*:S
- Dιηιѕ # says (23:44):
*bro nao tens de pedir desculpas
*eu percebo-te acredita
domingo, 3 de outubro de 2010
Novas palavras; Novas estradas.

O tempo está esquisito. Ora chove, ora faz sol; Não se decide quando à temperatura, deixando-nos também assim indecisos sobre o que vestir antes de sair de casa.
O meu mundo também está assim, indeciso. Mas já foi criado mesmo com esse propósito. Foi criado à base de dúvidas, decisões incertas que insistem em viver comigo, até ao resto dos meus dias. Eu não sou assim por natureza, não sou indeciso; não tomo decisões para que um dia mais tarde, me possa arrepender. No meu mundo, tudo vale a pena, tudo é feito com um propósito de deixar marca; No meu mundo, não existem decisões incertas. Mas ultimamente tem estado assim, nublado e cinzento, indeciso quanto ao seu futuro, e isso reflecte-se superficialmente. Parece que todo o trabalho que tive em afastar as dúvidas deste meu pequeno mundo, foi em vão, pois simplesmente desapareceu.
Ao início fiquei um bocado aquém do que se tinha passado, confuso, e rapidamente me transformei num mar de perguntas esfomeado em achar respostas.
As respostas eram sempre as mesmas, começavam todas pela mesma letra, continham todas as mesmas letras e acabavam todas com a mesma letra. Admito que ao início foi intrigante, pois todas aquelas respostas faziam sentido a todas as minhas perguntas, encaixavam-se na perfeição, como peças de um puzzle. E era mesmo assim que eu me sentia, um autêntico puzzle à procura da peça chave para puder montar o resto das peças, e foi isso mesmo que aconteceu. Foram-se associando umas às outras, mostrando-me uma estrada que eu nunca antes tinha atravessado. E tenho que admitir: Está a ser o caminho mais doce, mais amoroso, mais lindo que eu alguma vez atravessei na minha vida, e atenção que ainda só dei um passo na direcção deste caminho sensacional, que a meu ver permanece infinito.
Ainda permaneci vários dias parado no mesmo sítio, a decidir se deveria seguir em frente ou não, se deveria haver iniciativa da minha parte. No entanto, após ter dado este primeiro passo, ainda me pergunto se realmente fiz a decisão correcta e se deve continuar a haver iniciativas da minha parte. Presumo que isto vá ser passinho por passinho, mas não daqueles passinhos para que passe a gostar de os dar, mas daqueles em que já existe o orgulho em dá-los.
Nunca uma palavra destas me afectou tanto como me está a afectar, agora só espero que no futuro possa construir frases e textos com ela, para que me orgulhe deles tal e qual como me orgulho dela.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Poesia é dança; Dança é poesia.

Desenho obras de arte,
Pela via da poesia.
E espalho por toda a parte
Um pouco desta magia.
Se eu quiser,
Com as letras faço coreografia.
E nem é preciso eu me mexer
Para que elas dancem em sintonia.
Elas estão à minha disposição,
Estão sobre as minhas ordens.
Entregaram-se de coração,
Para dançarem que nem jovens.
As palavras são uma raridade,
Apesar de existirem à muito tempo.
Nasceram muito antes da antiguidade,
E de boca em boca vão crescendo.
Já dançam comigo há mais de um ano,
E não apresentam qualquer desgaste.
Enquanto dançam eu toco piano,
Um sonho tornado arte.
Pessoalmente,
Prefiro o amor lírico ao amor platónico.
E como consequente,
Não consigo escrever, pois o meu corpo já está afónico.
Poesia é dança; Dança é poesia.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Capacapa

Por detrás deste corpo,
Existem segredos e vergonhas.
Mas é com um sorriso solto,
Que me transformo no que sonhas.
Escondo as minhas fraquezas,
E exalto a minha força.
Mascaro-me de certezas
E grito, para que toda a gente ouça.
É por detrás desta capa,
Que escondo a minha personalidade.
Uma capa invisível que não desbasta,
E que apenas fala a verdade.
É tipo a minha marioneta,
Que sai da caixa quando eu quero.
Que funciona como seta,
Quando eu mais desespero.
Mas, como já disse aí há uns tempos..
Este mundo é feito de artistas, e eu sou um entre milhões;
Uns são renascentistas e outros rendem-se aos perdões.
No meio desta gente toda, onde será que eu me encaro ?
Serei do tipo mais comum, ou serei do tipo mais raro ?
Soltar ou esconder ?
- Não tenho resposta. Ou melhor, não sei responder..
domingo, 5 de setembro de 2010
Prisão incompreendida

Já passou tanto tempo e eu continuo aqui, madrugada após madrugada em frente a um caderno que possivelmente, irá continuar branco durante as próximas horas, durante as próximas noites. Já me fartei de me tentar enganar ao escrever coisas que, naquele momento, não são realmente aquilo que estou a sentir. Já estou farto de me iludir acerca dos meus sentimentos e pensamentos. Já estou farto de tudo. Mas principalmente, estou farto de continuar a olhar para estas páginas brancas a implorarem esganiçadamente por palavras, quer elas sejam verdadeiras ou não. Mas eu já cheguei ao limite, já não consigo mais continuar este ilusionismo sarcástico. Fartei-me.
Um dia, quando ganhar coragem, vou largar este caderno e vou-me sentar no meu quintal. Vou trocar as madrugadas do meu quarto pelas madrugadas ao relento, e aí, quando sentir a brisa de que estou à procura, irei-me levantar e sorrir. Sorrir às horas gastas que durante tanto tempo me mantiveram prisioneiro numa cela de cartão, forrada com folhas de um caderno que julgava ser meu. Mas não passou disso, duma mera cela que julgava ser o meu mundo, o meu mundo de cartão.
E um dia, quando achar a liberdade de que estou à procura, irei-me levantar e correr. Correr em direcção a um amor que ainda não achei, mas que de certo estará lá de braços abertos para me receber. A isso chamo de liberdade… a isso chamo viver.
Até porque já chega de me refugiar em rimas e meros textos que já ninguém dá importância, que já ninguém liga. Já chega de me esconder atrás de letras e palavras, até porque um dia iria ser descoberto. Iriam deixar de dar importância a tanta superficialidade, e dar mais ao que está por desvendar. Nem que esse mistério fosse mísero como é o caso, mas iriam querer saber mais. Portanto prefiro revelar-me antes que me revelem, e isso é que vai acontecer. Mas não hoje, não esta noite. Já dei um passo à frente e o outro só irá surgir, quando a brisa chegar, quando a liberdade soprar ao meu ouvido.
Até lá, fico pela troca de madrugadas, pois prefiro o nascer do sol ao nascer da lua.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Relato Memorial - 3ª Parte
Avançando agora para a Parte 3, e sem querer tirar partido do intervalo que fez questão de se intrometer, relatos sobrenaturais irão sair. Sonhos e pesadelos convertidos num só. Convertidos num acontecimento híbrido, talvez demasiado negro e cheio de fantasia para ser contado, talvez pouco inspirador e cheio de represálias. A minha vontade é quebrar este selo, e dar vida a esta minha vontade. Vontade essa que tem estado camuflada durante todos estes anos, escondida nos abismos mais profundos da sua casa, do seu mar. Mar esse, que criei inconscientemente dentro deste meu cérebro. Mar esse, superlotado com memórias e arrependimentos, e que de vez em quando lá transborda fora do seu alguidar, oferecendo-me momentos de aflição e roubando-me os poucos gritos que ainda me restam. Mar esse, que por vezes toma dimensões impensáveis, que eu nunca pensei que fossem possíveis de acontecer. Mar esse, que de vez em quando, lá modifica este meu ser. Mar esse, que de vez em quando, é-me impossível de esconder. Mas como é óbvio, sozinho não conseguiria criar tanta água para um alguidar tão pequenino como o meu, foi preciso mais alguém, foi preciso ajuda. Ajuda essa que me foi forçada a aceitar, que foi jogada para cima da minha mesa como uma cartada, deixando-me sem opções de escolha a não ser aquela. Aquela cartada que veio mudar o rumo da minha vida, que veio mudar a minha forma de pensar, de agir e de falar. Aquela cartada, que tinha saltado directamente da mão daquele ser incógnito, que invadiu o meu sonho querendo tomar posse dele. E de facto tomou. Tomou posse do meu sonho, tanto que num estalar de dedos, o transformou num pesadelo. Parecia que eu é que estava no seu sonho, pois perdi completamente o controlo das minhas emoções e pensamentos, perdi completamente o controlo sobre o meu corpo, sobre a minha alma. Parecia que fazia parte daquele incógnito, que nunca antes tinha saboreado o sabor da vida.
Como é claro, a maioria não liga a estes relatos.. e por vezes esse não ligar tem fortes consequências. Mas, é só mais um relato sobre o que por vezes acontece comigo. Este, é no passado. Talvez no futuro vos escreva mais sobre ele, e talvez esse presente (se for forte o suficiente), vos convença de que tais blasfémias, realmente existem.
Como é claro, a maioria não liga a estes relatos.. e por vezes esse não ligar tem fortes consequências. Mas, é só mais um relato sobre o que por vezes acontece comigo. Este, é no passado. Talvez no futuro vos escreva mais sobre ele, e talvez esse presente (se for forte o suficiente), vos convença de que tais blasfémias, realmente existem.
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