sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Blush


Se não te esmerares eu não me esforço por ti,
Se não te apressares, eu não me apresso por ti.
Faz perceber quanto queres, o quanto me queres,
O quão diferente és das outras mulheres;
Demonstra que me consegues devorar,
Não com garfos mas com colheres.

Faz-me esforçar 
Porque se for preciso, corro.
Não me faças é esperar, 
Não me metas esse gorro.


Porque rótulos eu não quero; Não me aglomero por ti.
Mas sei, que sem ti não acelero o vermelho que nasce em mim.
Mandas-me mil e um sabores, e nem ao pé de mim estás…
Como poderei saber como um beijo se faz?

Anda para trás,
Deixa-me dar passos.
Quero um espaço capaz
De ser um rapaz nos teus laços.


De dar abraços,
Aos teus traços de jaguar;
Estar em ti e dar amassos 
No teu cheiro. Deixa-me embriagar.



Deixa-me embriagar.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Dial up.

Hello Love.. 

Why won't you answer when I call on?
Want you to be there for me, when it's all wrong.
Want you to be my autumn breeze, when the Fall’s gone,
And cuddle under a tree, humming soft songs.

So Hello Love.. Won't you be there when I call on?
I want you to be the One my kids call Mom.
Have a daughter or a son; maybe we could call him Tom?
We could travel; visit Paris, visit London or even Hong Kong!

So please baby, will you answer the phone when I call on?
I want you to know that I’ll be here, when you get home.
Please Love, answer the phone.


Love you, this is Tom.

sábado, 5 de outubro de 2013

Recall


Descansa, eu não me esqueci. Nunca me esqueço e tu, sabes bem disso. Assim como espero que saibas que, apesar de eu não te telefonar ou falar contigo todos os dias, seja um sinal de que não me importo. Tenho-te dentro de mim desde que nasci e seria uma ofensa a mim próprio caso me escapasse um dia que seja. Cá dentro, neste fundo poço, respondo às tuas habituais e costumes perguntas. Faço-o diariamente. Desde que me lembro. Desde que te lembro. E porquê? Porque eu sou tu olhe para o espelho que olhar; olhe para o reflexo que olhar. Eu sou tu em cada discussão que temos (e olha que não são poucas!). Sou tu em cada opinião que me pedes; em cada roupa que vestes. Sou tu em cada refeição que fazes. Sou tu, em cada sorriso e em cada gargalhada que soltas do teu bem-estar; em cada língua que dobras entre os dentes quando te zangas. Sou tu em tudo (menos no teu gosto quando me compras roupa).

                12:49h
               
Acabou de beber o leite. Nem birra fez. Portou-se de forma exemplar, linda menina. Ela pergunta imensas vezes por ti sabes? “Onde ‘tá a Bel?” e eu respondo-lhe: “A Bel já te vem ver, mas só depois de dormires um bocadinho, está bem?”. Responde-me com um enorme sorriso e quase que vai sozinha para a cama. Não é muito difícil, confesso. Suponho que tenha os teus genes quando eras pequena. É tão querida. Mentiria se dissesse que não estaria apaixonado. Consegue sempre o meu lado mais doce e nunca me exigiu o oposto. Se ao menos fossemos todos tão puros assim…

                12:57h
               
Acho que já adormeceu. Agora sim, tenho tempo suficiente para brincar na cozinha; fritar uns hambúrgueres com bacon e depois lambuzar-me com a minha famosa mousse de chocolate!
                Sinto saudades. Da tua implicância e teimosice de que a tua mousse era melhor do que a minha, mesmo com os manos a dizerem que detestavam a tua; que parecia sopa!

                Sinto saudades, de quando me ias defender à escola. De quando esperavas por mim no final do treino. Sinto saudades tuas.

(...)

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Wasas



  Isto aleija-me. Provoca-me bolhas muito por culpa deste calçado. Apesar de já estar habituado, embora forçado, aleija-me a mente por ser completamente diferente, daquilo a que estou acostumado. Não sei se estou pendente, ou se será permanente, mas sei que preciso. Sei que quero. Necessito que me aleije e que me faça esticar por dentro.
  Quero que tudo encaixe. Especialmente este beliscão que faz questão de me querer dar a saber que realmente existe e que de facto, belisca. Eu entendo. Quer-me manter cá em baixo, porque lá em cima o chão é instável e para alguns até falso.
  Quem sabe, se chegarei a cair como as folhas de Outono; castanhas e frágeis. Sem rumo algum para além do chão frio.


(…)

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Inner selves


Sermos quem não somos.

 Talvez o problema esteja aí. Ou então talvez não seja um problema de todo, mas, quem sabe? O esforço de todos nós é mútuo, seja para o que for. Seja lá para que necessidade for. Achamos-mos demasiado fortes; mais fortes que tudo e que todos. A verdade (embora contraditória), é que o somos. Emocionalmente conseguimos ser mais duros e rijos que qualquer ser humano. Esquecemo-nos é que o do nosso lado também o consegue ser, e é aí que nos sobrevalorizamos mais do que com que devíamos.
Mas e achar que o somos? Estará errado? Não.
Se não o achássemos não chegaríamos nem a metade dos caminhos que temos que percorrer; dos objectivos e dos sonhos que temos, queremos e devemos realizar.

Agarrar tudo o que passa à nossa frente é um dever, uma necessidade. Para quê olhar para esse cometa e tentar perceber se é bom ou mau?
Entretanto já ele passou, e com ele levou o nosso olhar confuso.
Até porque nós somos as aventuras.
As surpresas.
Os sonhos.
As emoções.
Se somos vida porque é que temos receio em desperdiça-la? Temos de sobra, tão de sobra que até nos é possível injectar um pouco da nossa noutra pessoa, vezes mil.

Eu não tenho receio, nunca tive. A maioria de nós sabe que nem tudo corre como planeamos, então devemos manter a nossa expectativa consoante a expectativa. O mundo é pequeno para quem se conhece, e eu espero que me consiga encontrar. Espero conseguir fortificar e solidificar quem sou, e para isso preciso de me largar; de sair de mim próprio. De alargar a mente e mudar de espelhos.
De corpos.
De olhares e amores.
De costumes.




segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Leafs.

Engraçado, como pensamos que só precisamos de nós,
Que somos nós, quem estica a corda ou que a prefere deixar, com nós.
Não. Não somos nós que o fazemos. Fazem-no por nós,
Decidem, por nós, se querem ficar a nosso lado ou deixar-nos a sós.
E não é o pré, é o após que nos faz reflectir sobre o que realmente, importa;
Se precisamos de círculos, quadrados, triângulos ou de uma porta, entre nós e o resto.
Porque nem tudo o resto é resto, porque o resto é tudo o que não nos conforta.
Não é a mente quem transporta o que sentimos; mentimos sobre isso.
O piso é inferior àquele que perseguimos,
É nele que se escolhe o que se acolhe ou se deporta tudo aquilo, pelo qual rimos.
E eu rio por outros. Pelos outros.
Pelos poucos que numa festa me fazem ficar rouco,
Que me fazem pensar que pouco sei e que vivo pouco.



Engraçado, como penso que não preciso de mim…

Será ainda pouco para ser de loucos? Não sei de mim.