domingo, 9 de maio de 2010

Desafio

Antes de mais, obrigado pelo desafio "ann" ;)

- Postar uma música por dia, durante vinte dias, de acordo com uma lista já distipulada:

Day 01 - Your favorite song
Day 02 - Your least favorite song
Day 03 - A song that makes you happy
Day 04 - A song that makes you sad
Day 05 - A song that reminds you of someone
Day 06 - A song that reminds of you of somewhere
Day 07 - A song that reminds you of a certain event
Day 08 - A song that you can dance to
Day 09 - A song that makes you fall asleep
Day 10 - A song from your favorite band
Day 11 - A song that no one would expect you to love
Day 12 - A song that describes you
Day 13 - A song from your favorite album
Day 14 - A song that you listen to when you’re angry
Day 15 - A song that you listen to when you’re happy
Day 16 - A song that you listen to when you’re sad
Day 17 - A song that you want to play at your wedding
Day 18 - A song that you want to play at your funeral
Day 19 - A song that makes you laugh
Day 20 - Your favorite song at this time last year




- Desafiar mais 10 blogs:

http://graf-fite.blogspot.com/
http://pequenos-grandes-momentos.blogspot.com/
http://omeumundojprf.blogspot.com/
http://palavraspelametade.blogspot.com/
http://beatrizscruz.blogspot.com/
http://washmyteeths.blogspot.com/
http://jessycapatricia.blogspot.com/
http://memoriasperdidaslua.blogspot.com/
http://vitorcarneiroblog.blogspot.com/
http://sownew.blogspot.com/




Day 01 - Your favorite song



Entro em transe, e de mais nada quero saber, de mais nada quero ligar. Sou só eu, e esta minha música.
Que me faz fechar os olhos, e abrir as percianas da minha mente. Que faz isolar a minha presença e presenciar este meu corpo, este meu coração que explode por cada segundo que estas notas musicais tocam. Que me faz perder no tempo e navegar entre a alma de todos os artistas que fazem a questão de que a música funciona, que fazem a questão de hipnotizar quem quer que a ouça, como eu. É isto que a que chamo de música favorita, é a isto, que dou o nome de pura paixão musical.

sábado, 8 de maio de 2010

Hoje sou outro

Ao som da música, desta doce e selvagem música, transformo-me. Transformo-me naquilo que ninguém espera, naquilo que nem mesmo eu espero. Ao fechar os olhos, e navegar por esta minha mente imunda, vejo e deparo-me com tantas transformações, que seria impossível descrevê-las a todas. Mas hoje, sou apenas esta. Sou apenas a minha própria sombra e pensamento, conjugadas numa só transformação. Numa só tentação que nem eu próprio sei saciar, que nem eu próprio sei exterminar..
Amanhã, escrevei palavras com outros pensamentos, com outras sombras. Mas hoje, escrevo apenas isto, porque sinto necessidade, porque quero escrever. Escrevo porque a minha transformação de hoje exige que eu escreva.
Hoje, sou só eu, mais a minha transformação..

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Não me percebo, não me entendo.


Estou sentado sobre uma ponte,
De manga curta e ao relento.
Os meus olhos galgam o horizonte,
À medida que escuto o vento.

Estou aqui, sentado,
Ao sabor do sentimento.
Procuro esconder o passado,
Procuro amar cada momento.

Tento fingir que nada se passou,
Escondendo-me aqui, nas paredes desta casa.
Aquela cicatriz que me marcou,
Vai crescendo e nunca mais passa.

Não percebo,
Não entendo.
Este fardo que carrego, pesado e inexplicável,
Vai-me matando a cada dia,
E a cada dia vou morrendo,
Cada vez mais.
Não percebo,
Não entendo.

Faço-me de ignorante,
Semeando tempestades na minha mente.
Aquele ser, que é falante,
Vai-me mentido, e eu tenho que mentir a toda gente.

Relata que já morri
E que já moro entre o inferno.
As palavras que nunca vi,
Mentiram, e aprisionaram-me neste caderno..

As palavras que aqui relato,
São inimigas do meu fardo.
Protegem-me do internato,
Mas aprisionam-me, nas paredes deste meu quarto..

Já não tenho tinta suficiente
Para descrever esta minha dor..
Agora, a tempestade na minha mente,
Vai destruir, cada reservatório do meu amor..

Peço desculpa às minhas rimas,
Mas vou continuar a lutar.
Chamarei a coragem, para interferir nas minhas vidas,
E aí, quando conseguir, cá voltarei, para vos voltar a encantar..


terça-feira, 4 de maio de 2010

Tempestade

"O tempo está bera lá fora.
O grave barulho do vento, que embate naquelas árvores de pano, vai-se tornando cada vez mais agudo, cada vez mais insuportável de se ouvir. As folhas finas, que esvoaçam ao sabor da suave turbulência, vão caíndo, cada vez com mais violência, degradando os trilhos que arduamente, construí durante toda a minha vida. As nuvens pintaram-se de cinzento, fazendo brilhar o céu, que desta vez decidiu mascarar-se de negro. Os relâmpagos vão sendo cada vez mais intensos. Esses que se espalham no cimo daqueles montes, iluminando este ambiente escuro que ronda esta minha casa de cartão, que já está bastante danificada devido aos furacões que por aqui moram. Moro no meio de uma tempestade.. mas não me importo que tudo isto me incomode, só pelo simples facto de que adoro tempestades. De sentir a chuva torrencial sobre este meu telhado, de ver espirais de vento e estrondos estridentes luminosos.
Já há muito tempo que não vinha cá, e vendo bem, tudo parece igual, e nada parece diferente.."

- Acho que vou parar por aqui, Sr.Doutor.. :
Sinceramente, gostaria de puder falar sobre todas as minhas vidas,
Gostaria de puder contar toda a minha história.
Mas, não tenho suficientes rimas
E muito menos boa memória.


- Não faz mal André, eu compreendo. Mas antes de terminarmos a nossa sessão, gostaria de lhe fazer algumas perguntas: Nessa história que o menino me contou, que sítio tão negro e hostil é esse ?
- Penso que seja na minha mente, Sr.Doutor..
- Referiu também, que tudo isso já se tinha passado há algum tempo.. quando exactamente ?
- Ontem..

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Desejo..


Voar.


Esse é um dos meu dos desejos, levantar voo e voar por um tempo indeterminado, sem destino. Quero voar descoordenado:

Voar para fora deste meu corpo,
Voar para fora desta minha mente.
Desenhar o meu próprio porto,
E amar toda a gente.

Quero ter o poder de bater as asas,
E voar lado a lado com a minha alma.
Quero puder ter asas largas,
E fugir para quem me acalma.

Quero deixar de ser o réu,
Para puder julgar os que me julgaram.
Mas só voando sobre o céu
Poderei calar os que de mim falam.

Quero puder voar para o presente,
E mudar o que de mim está atrasado.
Quero-me libertar desta corrente
Que me prende no passado..

Quero ter o poder de voar,
E saber controlar este meu corpo.
Corpo que sempre me quis matar,
Que sempre me quis ver morto..


Quero voar, como sempre soube..

domingo, 2 de maio de 2010


Já lá vão as horas. Já lá vão os tempos em que fazia calor e a luz brilhava. Já lá vão os tempos em que me sentia quente e para onde quer que olhasse, via tudo a brilhar. O Sol decidiu partir. Ou terei sido eu que o mandei ir embora ? Não sei.. já não sei de nada. Apenas sei que agora, continuo a ver a luz brilhar, mas desta vez é o brilho da Lua, que já esvoaça bem alto naquele céu negro. Também sei que agora, em vez do calor que me fazia suar, sinto o frio, que me congela cada osso, cada pedaço de carne, cada centímetro de pele. Que me congela a alma. Revolução, acho que é a palavra mais indicada que encontro para definir este meu imaginário. Tenho cada vez mais certezas, de que, a cada dia que passa, vou ficando para trás, com distâncias cada vez maiores, que separam o avanço deste nosso mundo, com a vagareza deste meu ser. Pois cada dia que passa, vejo o mundo ficar cada vez mais cinzento, e esse cinzento vai crescendo cada vez mais, à medida que os dias se transformam em noites. Estarei a ver correctamente ? Não será tarde demais, que já confundo os campos desta minha mente, com os campos deste nosso mundo ? É capaz. Já devo estar cego. Deve ser por essa mesma razão, que vejo tudo mais nítido, com mais clareza. O lógico seria que, à medida que vamos perdendo a visão, vamos confundindo tudo, sem ter certezas de nada. Mas eu não. Devo ser o contrário de toda a gente, deve ser por isso que estou perdido no tempo. É capaz. Mas não deve ser do tempo. Devo é estar perdido de mim próprio, pois já nem me reconheço. Secalhar nunca me conheci realmente, e só agora estou a conhecer. Mas não faz mal. Desde que não magoe as outras pessoas, não faz mal.
Já me fizeram tantas perguntas, estranhas e bizarras. Mas estranho foi fazerem-me uma pergunta que fugia à regra dessas mesmas estranhas e bizarras perguntas que constantemente recebia, que de uma certa forma, até me deixou espantado:

- Não tiveste medo de te perder no tempo, e ainda assim, aqui continuas. Não tiveste medo de te magoar a ti próprio, só para beneficiar as outras pessoas, e ainda assim, aqui continuas. Mas, não tens medo de morrer ?
- Não. O medo de me perder no tempo, de me magoar a mim próprio, de não ter coragem para continuar, é muito pior do que ter medo de morrer. E eu não me posso dar ao luxo de ter luxúrias dessas, não nestes tempos que correm, em que tudo está em constante transformação. E vou-te dizer uma coisa, meu velho: Nós não nos podemos perder no tempo nem nos podemos magoar a nós próprios, e muito menos devemos perder a coragem. Só o devemos desejar apenas a uma pessoa neste mundo, e essa pessoa somos nós. Só nós devemos pagar o preço de nos perder-mos eternamente. Acredita meu velho, acredita nas palavras deste pobre jovem imaturo, pois secalhar, já vivi mais do que o senhor alguma vez viveu. E acredite, que já espalhei mais dor do que amor. Amor esse que continua perdido em mim, à espera de se soltar. Acredite, que um dia voçê vai ser como eu, pobre, jovem e imaturo.

(...)