segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Sou? Serei ser.


Sou quem, que sem não vive, quem não teve. Quem não tive, que ontem teve e que hoje, sem não vive.
Sou quem o ontem começou a primeira página.
Sou quem, o hoje, rasga o livro.
Sou quem o amanhã dá uma chapada de luva branca. Quem vive sem o que nunca, na verdade tive. Quem teve, como te teve, de pálpebras fechadas.
Sou quem das madrugadas fez companhia, altas horas todas contadas, contempladas e transformadas em abafadas contemplações; transformações paranormais de normais paixões, agitadas hormonas, em naturais tremelicos literários.
Confusos horários.
Confusos passos primários.
Confusas interrogações, fazendo os meus olhos otários, de que se foi realmente, o mais correcto.
Sou quem partiste o tecto. Quem perdeu o afecto com o afecto pegajoso, no teu tecto.


Sou quem não chegou a ter o teu afecto.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Down on my knees

Não posso. Não posso fechar as comportas deste gigante pulmão, que te inspira. Não posso. Não posso vestir a armadura de novo e dizer ao meu subconsciente, que não se passou nada; que não se passa nada. Não posso, não quero. Não o vou fazer e quero que saibas disso. Quero que saibas que estou a tentar ser preciso, na escolha que estou a tomar. Sei eu e sabes tu, que vai ficar difícil. Mas e daí? O que é fácil não apetece a ninguém mas isto, não é uma questão de apetecer ou simplesmente querer lutar contra a maré, só por ser difícil. Honestamente, tenho a plena noção de que se me ajoelhar para te beijar os joelhos, irei acabar agarrado às tuas pernas. A levantar-te no ar, só para que sintas que estás mais alta do que eu. A verdade é que estás. A verdade, é que estás…



Eu estou aqui, e tu? Estás aí?

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Empilhar



O problema? Nenhum… Esse é o problema. Quem criou este sistema, não teve pena nem respeito quando me proibiu de te usar, como emblema no peito. Não posso é fazer disso problema senão a vida, tira-te da minha. Não foi habituada sozinha e além do mais, quero-te comigo.

Poucos percebem o que devem e isso, só o devem aos poucos que percebem que só muito poucos, devem perceber. Eu ainda não sei se percebo. Ou se devo. Nunca vi um trevo ou um unicórnio, talvez seja essa a razão que me limita no que toca a merecer-te. Mas eu quero-te. Não quero é saber se me sinto com sorte por ver e experienciar mitos, porque para mim bastaria ver-te. Preferia até ver-te.

Só que às vezes não me consigo entender.
Às vezes acho que sou pouco, para aquilo que pretendo ser. Outras, para aquilo que pretendo ter.





Shit… não me vou conseguir conter…

domingo, 27 de outubro de 2013

Whatevermakesyou, itbothersme.


Dói. Dói como nunca dói. Corrói, como nunca corrói. O sentido de impotência cresce como um parasita, eremita egoísta com os seus gostos altruístas. Cresce como um vírus, que se alastra por tudo o que me é tudo. Consecutivamente, impiedosamente. Num frenesim que embora repetido, me é novo a cada quebra emocional. Mais do que novidade é o facto de ser desagradável, amargurante, exaustivo e que me sela os sentidos. Não consigo tirar partido máximo deles. Não me está ao alcance, vivê-los bem vividos. Bem sentidos.

Por quantas mais vezes serás tu madrasta, sua madrasta? Esse queixo subido, essa sobrancelha no alto; esse ar arrogante de que se acha maestra por ser sonoplasta. Desgasta-me, ter que te pedir autorização para ouvir o que de mais doce tenho. Desgasta-me, ter que te pedir que de vez em quando, me deixes escrever neste livro sem ser a vermelho. Sabes tão bem quanto eu que não te apoio nas decisões que tomas. Nunca te apoiei nem nunca o irei fazer.
Deixa-me saborear-me com quem mais saboreio. Quero apenas um só gosto, o resto, dá aos outros. Sei que não és lá grande pintora, mas se queres pintar de preto então pinta-me só a mim! É só isto que te peço.






É pedir muito que me leves para uma estrada alcatroada? Estou farto de poeira. 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Gigante com menos 20 centímetros.

Levo-te tão a sério como quando acordo de manhã.
Quando passo a mão nos olhos esfregando-os; aí, eu sei.
Sei que fui eu quem acordou, ciente e reluzente da minha estabilidade.
Sei que acordei contigo ao lado.
Não esfrego os olhos para me crer se ali estás ou não, isso, nunca o faria.
Seria incapaz.

Porque razão quereria eu tirar do meu regalo, o meu regalo?



terça-feira, 22 de outubro de 2013

Morfologias


Embora saibas onde se encontra,
Comecemos pelo início:
De armazém passaste a montra,
De conhecida passaste a vício.

Que princípios teria eu,
Não fosse eu constante;
Não fosses tu quem sou eu,
Não fossemos nós, ser vibrante.

Escrevo neste papel,
Sobre todo o meu calor;
Sobre a pele cor de mel
Que exalta o teu esplendor.

Não existe banco,
Para a impotência do meu estar;
Diluo no branco mas no branco,
É difícil projectar.

Não quero parecer pouco,
Só talvez louco.
Ao pé de ti, um rouco,
Mas pouco? Tampouco.



Permanece aí, quieta,
Imóvel no teu lugar.
A seta irá directa,
Indiscreta ao despertar.

Sou franco: Quero!
Sou sincero porque nem eu próprio sei…
Só sei que irei,
Realizar o que sei que não sei se dará certo, mas que espero,
Porque até lá, sei que é longo e o trono será como nos sei;
Que se sente a rainha. Só depois, o rei.





Que comece, minha alteza.