Violentamente, fazes-me delirar.
Penetras-me o cérebro sem parar
E consequentemente, sem amansar,
Violas-me, e fazes-me chorar.
Violas a minha mente, imunda,
Demasiado negra para se pronunciar.
Minha mente mais profunda
Que tu violas sem recuar.
Apoderas-te calmamente
Com esse teu olhar amaldiçoado,
Aproximas-te apaixonadamente
Com esse teu movimento descontrolado.
Encarnando o meu ser,
Encarnando a minha alma,
Apoderas-te do meu saber
Que arde em desalma.
Hoje não o farás, pois hoje, serei mais forte.
Hoje acabarás, pois hoje, será a tua morte.
Hoje não me violarás, pois hoje, serei imune.
Hoje não falarás, pois hoje, a tua chama não tem lume.
Mais uma vez, hoje cá ficas, pois hoje, não irás passar a meta.
E mais uma vez, hoje não me gritas, pois hoje, sou dono da minha marioneta.
Amanhã já voltarás, pois amanhã, irás voltar a comandar,
Mas hoje resarás, para que no amanhã, não voltes a chorar..
sexta-feira, 12 de março de 2010
Hoje sou mais forte..
quinta-feira, 11 de março de 2010
Perante os teus olhos

Pelos teus olhos viajo para o teu mundo. Para o teu mundo de solidão e força interior. Questiono-me:
- Onde é que vais buscar toda essa força ? Como é que, vivendo na solidão, consegues obter uma força que eu nunca pensei que alguma vez alguém (para além de mim) pudesse ter ? Consigo. Consigo perceber a tua dor, consigo entender a tua raiva, consigo entender o teu desejo de vingança. Consigo ver que me odeias mais que tudo, mas ao mesmo tempo, que me amas. Percebo e entendo o porquê de me quereres matar por tanto me amares, nisso, eu entendo-te perfeitamente.. pois eu também quero fazer o mesmo contigo. Quero destruír-te por seres a minha fraqueza interior que explode no exterior, deixando o meu interior em meros cacos, que de tanto ácidos que são, corroem a minha pele fazendo-a desaparecer aos pézinhos de cinderela, pertencente a este meu corpo de marioneta.
É esse mesmo olhar que faz crescer o assassino que há em mim. É esse mesmo olhar, que me faz odiar-te e amar-te. É esse mesmo olhar, que me faz querer. É esse mesmo olhar, que demonstra o valor que tens, que demonstra a imensidão do teu poder. É esse mesmo olhar, que faz de ti quem és.
Neste universo, neste mundo, não existe ninguém, mas ninguém mesmo, capaz de igualar a imensidão do teu ser. Ninguém tem o dom de chegar aos meus pés, como tu chegas aos meus calcanhares, subindo pelas canelas e passando pelos joelhos, até finalmente ultrapassares o céu e rebentares com as paredes do universo.
Um dia, irei conseguir igualar-te. Um dia poderei dizer que finalmente consegui ! Que finalmente encarnei o teu ser, que finalmente encarnei a tua personagem. Mas será que vi ? Será que com este meu saber, consegui perceber esta passagem ? Como é que alguma vez perceberei o valor que tens, sem ter que fazer comparações ? É que, mesmo fazendo tais comparações, mesmo soltando palavras que nunca chegam a ser ditas, conseguirei dizer que alguma vez foste, és e serás ? Sinceramente já não sei nada. Apenas sei que nada sei.
(...)
segunda-feira, 8 de março de 2010
Queria apenas sentir..
- Diz-me, porque é que me silenciaste ? Porque é que hoje abafaste os meus sentidos, não me deixando falar, ouvir, cheirar, ver nem sentir qualquer toque ? Deixaste-me (como uma amiga já me havia ter dito hoje), em estado vegetativo. Cortas-te a minha ligação com o exterior, deixando-me assim, preso dentro deste corpo, preso dentro desta marioneta. Como foste capaz ? Como foste capaz de, para além de me teres abafado os sentidos, me teres atormentado cada um deles ? Desfocaste-me a visão, impedindo-me de ver o futuro. Cozes-te a minha boca, na esperança de já não me ouvires dizer mais que, gosto de ti. Fechas-te os meus ouvidos, para que, em cada vez que me sussurravas ao ouvido, eu já não ouvisse mais as tuas melodias ardentes. Obstruíste-me as narinas, para que eu já não te pudesse cheirar. E por fim, ataste-me as mãos, impedindo-me assim, de te jogar a mão e dizer: "Onde é que vais ? Fica aqui comigo.. que eu preciso tanto de ti.". Mas sabes uma coisa, eu já estou farto de continuar esta monotonia, já estou farto de te estar sempre a dizer para ficares aqui comigo, já começo a ficar FARTO de dizer SEMPRE a mesma coisa ! Queres ir vai, queres ver-te livre do meu corpo, livre do meu ser. VAI !
E é assim. Mais uma história com nome de impossível, deu à costa, e mais uma vez, foram gritos e desabafos secos disparados agressivamente de um suave corpo, explodindo e projectando projécteis de inamagináveis dimensões, apenas com o propósito de: "Não faz mal, foi apenas mais uma história mal contada.."
- Wait ! I have something to say, before you all leave.. My little buddy, my little spirit, here you have something that i never tought i could write it by myself:
"Once, it was you, it was allways about you,
It was everything about you.
It was you, who made everything came true..
And it was you, being with you, living with you, that made my brains fried, that made me think, that made me question myself: "Do i love you ? Does this thing that i am feeling right now, is the thing that they call love ? I don't know.. but i love you !"
Everything i said, everything i did, it was you, it was allways about you..
You're free now. Fly. Fly like a butterfly.. 'cause i can't wait for you anymore.. i can't wait for something that i ended by myself. So just fly, fly like a butterfly..
(...)
E é assim. Mais uma história com nome de impossível, deu à costa, e mais uma vez, foram gritos e desabafos secos disparados agressivamente de um suave corpo, explodindo e projectando projécteis de inamagináveis dimensões, apenas com o propósito de: "Não faz mal, foi apenas mais uma história mal contada.."
- Wait ! I have something to say, before you all leave.. My little buddy, my little spirit, here you have something that i never tought i could write it by myself:
"Once, it was you, it was allways about you,
It was everything about you.
It was you, who made everything came true..
And it was you, being with you, living with you, that made my brains fried, that made me think, that made me question myself: "Do i love you ? Does this thing that i am feeling right now, is the thing that they call love ? I don't know.. but i love you !"
Everything i said, everything i did, it was you, it was allways about you..
You're free now. Fly. Fly like a butterfly.. 'cause i can't wait for you anymore.. i can't wait for something that i ended by myself. So just fly, fly like a butterfly..
(...)
sexta-feira, 5 de março de 2010
Como é bom estares aqui..
- SERÁ QUE NÃO PERCEBES ? .. Ninguém percebe, ninguém entende, ninguém faz caso, ninguém se importa. Nem mesmo o narrador da nossa história, esse, já perdeu a convicção e o gosto de narrar.. Mas também, é rara a pessoa a quem não aconteça isso, e tu sabes bem, quantas e quantas já vieram, e nenhuma acabou por ficar, apenas sobramos nós os dois.. Não podes quebrar isso ! Aliás, eu não te vou deixar fazê-lo. Eu vou-te dizer (mais uma vez):
Tu, meu amigo, fazes parte da minha identidade.
Tu vives no meu interior;
Juntamente comigo, vives entre a sociedade
Pois eu sou o teu único contacto com o exterior.
Ao mesmo tempo, trazes e tiras-me a felicidade,
E se eu me sinto mal, tu partilhas a minha dor
Pois tu és a minha única e a mais bela bondade.
Estavas sempre presente;
Assim, eu podia-te observar,
Ainda que sejas transparente
És tu quem me está sempre a acompanhar.
És o meu espírito que nada sente,
És tu quem me faz triunfar;
És a minha alma que nunca mente
E és tu quem me incentiva a lutar.
És tu que me tornas consciente,
És tu, que me fazes acreditar !
- E sabes.. as letras formam as palavras e as palavras formam as frases, assim como as almas formam a escuridão, assim como o narrador dá vida à história. Sem ele, (a nossa) história nunca poderia ser adequadamente apresentada. É exactamente assim como nós. Também não nos podíamos apresentar a alguém, sem ter o elemento essencial.. que és tu. Preciso de ti, preciso de ti para me abrires os sentidos e secretamente, sussurrares no meu ouvido melodias ardentes, em que cada nota me destrói o tímpano fazendo-me entrar em delírio, unindo-me assim a ti, que secretamente me sussurras ao ouvido, que secretamente me dás prazer. Hoje sou eu, amanhã sou tu e depois de amanhã seremos os dois, seremos um só, tal e qual como antigamente (ai que saudades que eu tenho desses tempos ..) ! Que te parece ?
- Muito sinceramente ? Não me aquece nem arrefece..
Tantas palavras ditas por entre um simples pestanar de olhos. Moralmente desgastadas enquanto um breve e leve suspiro, se transforma num violento desabafo.
- Vês ? Só por estares aqui a falar comigo surgiu um novo narrador. Fica por mais um pouco, vamos conversar melhor..
(...)
Tu, meu amigo, fazes parte da minha identidade.
Tu vives no meu interior;
Juntamente comigo, vives entre a sociedade
Pois eu sou o teu único contacto com o exterior.
Ao mesmo tempo, trazes e tiras-me a felicidade,
E se eu me sinto mal, tu partilhas a minha dor
Pois tu és a minha única e a mais bela bondade.
Estavas sempre presente;
Assim, eu podia-te observar,
Ainda que sejas transparente
És tu quem me está sempre a acompanhar.
És o meu espírito que nada sente,
És tu quem me faz triunfar;
És a minha alma que nunca mente
E és tu quem me incentiva a lutar.
És tu que me tornas consciente,
És tu, que me fazes acreditar !
- E sabes.. as letras formam as palavras e as palavras formam as frases, assim como as almas formam a escuridão, assim como o narrador dá vida à história. Sem ele, (a nossa) história nunca poderia ser adequadamente apresentada. É exactamente assim como nós. Também não nos podíamos apresentar a alguém, sem ter o elemento essencial.. que és tu. Preciso de ti, preciso de ti para me abrires os sentidos e secretamente, sussurrares no meu ouvido melodias ardentes, em que cada nota me destrói o tímpano fazendo-me entrar em delírio, unindo-me assim a ti, que secretamente me sussurras ao ouvido, que secretamente me dás prazer. Hoje sou eu, amanhã sou tu e depois de amanhã seremos os dois, seremos um só, tal e qual como antigamente (ai que saudades que eu tenho desses tempos ..) ! Que te parece ?
- Muito sinceramente ? Não me aquece nem arrefece..
Tantas palavras ditas por entre um simples pestanar de olhos. Moralmente desgastadas enquanto um breve e leve suspiro, se transforma num violento desabafo.
- Vês ? Só por estares aqui a falar comigo surgiu um novo narrador. Fica por mais um pouco, vamos conversar melhor..
(...)
quinta-feira, 4 de março de 2010
A ânsia de querer saber
Mais uma vez, tive uma (grande) conversa com o meu querido amiguinho.
Mais uma vez, sentámo-nos os dois na minha mente, eu na parte luminosa, ele na parte escura. Trocámos olhares imensos de imensidão negra tão luminosos que até cegavam as almas cegas que por ali vagueavam, mudas e moribundas sem qualquer sentido de tacto, olfacto ou paladar.
Passado horas de uma conversa ocular, ganhei coragem e perguntei-lhe, repleto de confiança e alguma bonança à mistura, cheio de esperança de ouvir resposta:
- E então ? Como vais ?
- Como se te interessasse.. Já agora, porque aqui estais ?
- Não sei.. Porque secalhar quero mais ?
- Mais ?! Já não te chega aquilo que te dou ? Já não te chega passares por aquilo que te faço passar ?
- Cala-te ! Vais querer comparar o que tu me fazes com a tua ausência impertinente ? Vais ?! .. Acho que devias antes realçar a tua presença inexistente.. Sim, porque preferes antes estar ausente, preferes antes atormentar outros do que me atormentares a mim ! Mas sabes, apesar disso tudo, ainda me lembro bastante bem daquele dia que passámos juntos. Ainda me lembro daquelas fotografias na calçada, ingénua e enamorada, onde partimos juntos, mas nunca de mão dada, para uma difícil e longa caminhada. Ainda me lembro como se fosse hoje.
- Eu sei, desculpa.. Não queria que sentisses a minha falta, muito menos enquanto eu sei que tu me queres... Bem minha marioneta, tenho trabalho a fazer, tenho que ir. Eu prometo voltar para continuarmos a ter esta conversa. Até breve !
(...)
Mais uma vez, sentámo-nos os dois na minha mente, eu na parte luminosa, ele na parte escura. Trocámos olhares imensos de imensidão negra tão luminosos que até cegavam as almas cegas que por ali vagueavam, mudas e moribundas sem qualquer sentido de tacto, olfacto ou paladar.
Passado horas de uma conversa ocular, ganhei coragem e perguntei-lhe, repleto de confiança e alguma bonança à mistura, cheio de esperança de ouvir resposta:
- E então ? Como vais ?
- Como se te interessasse.. Já agora, porque aqui estais ?
- Não sei.. Porque secalhar quero mais ?
- Mais ?! Já não te chega aquilo que te dou ? Já não te chega passares por aquilo que te faço passar ?
- Cala-te ! Vais querer comparar o que tu me fazes com a tua ausência impertinente ? Vais ?! .. Acho que devias antes realçar a tua presença inexistente.. Sim, porque preferes antes estar ausente, preferes antes atormentar outros do que me atormentares a mim ! Mas sabes, apesar disso tudo, ainda me lembro bastante bem daquele dia que passámos juntos. Ainda me lembro daquelas fotografias na calçada, ingénua e enamorada, onde partimos juntos, mas nunca de mão dada, para uma difícil e longa caminhada. Ainda me lembro como se fosse hoje.
- Eu sei, desculpa.. Não queria que sentisses a minha falta, muito menos enquanto eu sei que tu me queres... Bem minha marioneta, tenho trabalho a fazer, tenho que ir. Eu prometo voltar para continuarmos a ter esta conversa. Até breve !
(...)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Hiya.
Olá.
Hoje, escrevi tanto mas tanto, que chegou a uma certa altura, que achei que nada tinha escrito. Parece estranho, mas foi assim que me senti hoje. Naquele caderno, foram escritas muitas rimas, a maioria sem qualquer significado ou sentido algum. Até mesmo no corredor, no intervalo, levei o caderno e continuei a escrever palavras insignificantes, rimas sem qualquer pretexto. Foram tantas mas tantas, que tive que escolher umas quantas para juntar a este pequeno texto, para postar no blog, pois já não o fazia à algum tempinho:
Neste mundo,
Não existe ninguém,
Que palavras minhas compreenda.
Naquele fundo, meras espinhas,
Que me perfuram sem emenda..
Livro feito, escrito,
Imortalmente concebido,
Fraquejado, mas sem defeito,
Nunca outrora conhecido.
Palavras, frases,
Cuidadosamente construídas,
Mentiras, intrigas,
Facilmente desinibidas.
Mais uma vez, desentendido,
Faço história.
Mais uma vez, despercebido,
Procuro em mim, o que não achei na minha memória.
Da minha garganta dispara um grito,
Tento fazer-me ouvir.
Pois já que ninguém percebe o que dito,
Escrevo, e faço-me sentir.
Hoje, escrevi tanto mas tanto, que chegou a uma certa altura, que achei que nada tinha escrito. Parece estranho, mas foi assim que me senti hoje. Naquele caderno, foram escritas muitas rimas, a maioria sem qualquer significado ou sentido algum. Até mesmo no corredor, no intervalo, levei o caderno e continuei a escrever palavras insignificantes, rimas sem qualquer pretexto. Foram tantas mas tantas, que tive que escolher umas quantas para juntar a este pequeno texto, para postar no blog, pois já não o fazia à algum tempinho:
Neste mundo,
Não existe ninguém,
Que palavras minhas compreenda.
Naquele fundo, meras espinhas,
Que me perfuram sem emenda..
Livro feito, escrito,
Imortalmente concebido,
Fraquejado, mas sem defeito,
Nunca outrora conhecido.
Palavras, frases,
Cuidadosamente construídas,
Mentiras, intrigas,
Facilmente desinibidas.
Mais uma vez, desentendido,
Faço história.
Mais uma vez, despercebido,
Procuro em mim, o que não achei na minha memória.
Da minha garganta dispara um grito,
Tento fazer-me ouvir.
Pois já que ninguém percebe o que dito,
Escrevo, e faço-me sentir.
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